quinta-feira, 5 de julho de 2007
terça-feira, 3 de julho de 2007
Mudam-se as moscas
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...).
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, - como da roda duma lotaria. A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; (...) Dois partidos, sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, - de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)."
“O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido!”
Eça de Queirós in "As Farpas", número um (1871).
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Era uma vez... ooopsssss!
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Mudam-se as moscas!...
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...).
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, - como da roda duma lotaria. A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas; (...) Dois partidos, sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, - de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)."
“O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido!”
Eça de Queirós in "As Farpas", número um (1871).
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quinta-feira, 28 de junho de 2007
(in)Segurança Alimentar
O intervalo de temperaturas óptimo para o desenvolvimento microbiano faz das suas: cá dentro e lá fora.
Os problemas identificados pela ASAE no que diz respeito ao incumprimento dos requisitos de conservação dos géneros alimentícios não é exclusivo de Portugal.
Atentem ao papel destes "profissionais de saúde pública".
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quinta-feira, 21 de junho de 2007
Reforma dos Cuidados de Saúde Primários
Clica com o botão do lado direito do rato na hiperligação e escolhe a opção “Guardar destino como…”. Depois, abre a mensagem de correio electrónico e segue as indicações.
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terça-feira, 19 de junho de 2007
Restauração e Bebidas... ao rubro!!
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sexta-feira, 1 de junho de 2007
Positividade confirmada
Apresento-vos a Mariana Manteigas.
- Mariana, diz "olá" aos senhores.
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segunda-feira, 21 de maio de 2007
Sociedade Portuguesa de Saúde Ambiental... está aí!
Depois de, na blogosfera, se terem feito algumas referências avulsas à Sociedade Portuguesa de Saúde Ambiental, ei-la que surge disponível online e já com um evento em agenda.
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sexta-feira, 27 de abril de 2007
Pescando a água
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quarta-feira, 25 de abril de 2007
terça-feira, 24 de abril de 2007
ASAE visita o Bloteigas
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