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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Jacuzzi público encerrado por bactéria mortal?!...

Lembram-se d'A legionela politicalizada??
Aparentemente a saga continua... agora, aparentemente sem politiquices.

«Porque pode ser mortal, a Doença dos Legionários, infecção que ataca mais nos meses de Verão e de Outono, assusta. Na Póvoa de Varzim, análises levaram ao fecho de um jacuzzi, mas a lei não impõe qualquer controlo.

Na sequência de iniciativa da delegada de saúde local, o jacuzzi do Clube Desportivo da Póvoa (CDP) está encerrado há cinco dias. Foi ali detectada a presença de bactérias legionela do serogrupo I - o mais perigoso e eventualmente mortífero -, estando em curso os devidos procedimentos de avaliação de risco. Já em Fevereiro, na mesma cidade, um outro equipamento público do género havia sido encerrado por
ordem da autoridade sanitária, mas verificou-se então que a bactéria detectada era da estirpe menos perigosa.

Não há, soube o JN junto do responsável da Divisão de Saúde Ambiental da Direcção-Geral da Saúde (DGS), Paulo Diegues, lei que obrigue ao rastreio da legionela em equipamentos públicos (a única legislação que tem em conta a bactéria é a de certificação energética de edifícios). Atarefa poderia ser incumbência dos proprietários dos equipamentos, e a recomendação da DGS preconiza análises trimestrais. Restam os programas de vigilância das autoridades sanitárias, que se vão fazendo (como na Póvoa), mas que, por motivos óbvios, não podem abranger todos os locais passíveis de constituir perigo: existente na natureza, isto é, em rios e lagos, a bactéria pode alojar-se em redes artificiais de água e são muitos os sítios onde a doença pode ser contraída por seres humanos, através da inalação de aerossóis (gotículas), como chuveiros, fontes ornamentais, máquinas de lavagem de automóveis, etc.

O mais frequente, sendo a Doença dos Legionários de declaração obrigatória, é ser a detecção de pessoas infectadas a desencadear um processo de investigação que leve ao local onde a infecção foi contraída. De 2002 a 2006 houve um aumento do número de casos registados, algo que se deve não a qualquer surto epidémico, mas à optimização do sistema de declaração da doença.

Na Póvoa, a delegada de Saúde, Alice João, considerou não haver motivo para o encerramento total das piscinas do CDP, já que área de risco se confina ao jacuzzi. Ainda assim, informou todos os serviços de urgência e centros de Saúde locais e afixou as análises na Delegação de Saúde, para estarem atentos e, caso surja algum caso, informarem de imediato a DGS. Alice João considera não haver motivo para "alarmismo", até porque o período de incubação da bactéria terminava ontem: "Se não surgiu até agora, dificilmente surgirá algum caso".

Tal como em Fevereiro aconteceu com a Varzim Lazer, nenhuma informação foi dada aos milhares de utentes das instalações do clube poveiro, entre os quais estão crianças e idosos de escolas e instituições de solidariedade. Neste caso, Alice João diz que seguiu o procedimento regulamentado. Ainda assim, reconhece, "não há legislação que obrigue as piscinas e jacuzzis de utilização pública a publicitar os resultados das análises" e que nem todas as delegações de Saúdem fazem este tipo de
vigilância.

Nas instalações, o clube informa apenas que o jacuzzi está "encerrado para manutenção". A mesma informação foi dada, ao JN, pela direcção desportiva, que diz desconhecer a existência de qualquer problema de saúde pública nas instalações e não confirma a presença da bactéria.»

Sugiro-vos também, à laia de descontracção, a leitura dos textos "cds-pp visitou varzim lazer e... ..." e "os sócios do desportivo têm de estar atentos!" do blogue PovoaOffline.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A legionela politicalizada

«A bactéria da Legionella voltou à baila. Desta feita foi o vereador do PS [da Câmara Municipal da Póvoa do Varzim], Sousa Lima, quem levantou a possibilidade da bactéria continuar nas instalações da Varzim Lazer.
A delegada de saúde diz que a Legionella não se transmite pelo ar e que a suspeita é infundada.
Sousa Lima tem que provar o que afirmou ou então leva com um processo judicial, como referiu Macedo Vieira [presidente da Câmara da Póvoa de Varzim].
Tratando-se de um caso de saúde pública, Sousa Lima deve dar explicações aos poveiros.»

Esta é uma notícia avançada hoje pelo Jornal "A Voz da Póvoa" e que retoma uma situação vivida no início do ano, evidenciada pelo "Póvoa Semanário" e que dava conta de que "o jacuzzi da Varzim Lazer esteve interditado à utilização pública entre 22 de Janeiro e 18 de Fevereiro. Uma análise realizada pela Delegação de Saúde da Póvoa de Varzim às águas desse espaço detectou a presença de Legionella Pneumophila – bactéria responsável por 1/3 das mais graves formas de pneumonia.

Entretanto pergunto: – Se "a legionella não se transmite pelo ar", afinal como é que se transmite? Será que o risco de contrair a doença está na ingestão da água? Se sim, em vez de uma pneumonia atípica, não deveriamos falar de uma eventual infecção de origem alimentar?

Admito que esta frase tenha sido "colada" na notícia de forma descontextualizada, pelo que julgo dever ser merecedora de reparo, mas não serei eu, com certeza, a fazê-lo!

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Nota: parêntesis, negritos e itálicos meus.

sábado, 8 de março de 2008

Colheita de amostras em fontes decorativas para pesquisa de legionella.

Estávamos no longínquo ano de 2004 quando, no âmbito das actividades desenvolvidas pelo grupo técnico "Doença dos Legionários. Conhecimento e Prevenção", do já extinto Centro Regional de Saúde Pública de Lisboa e Vale do Tejo, fiz as primeiras colheitas em fontes decorativas, para pesquisa de legionella.
As amostras consistiam em água e biofilme do tanque e, aerossóis provenientes do cone de aerossóis produzidos pelos efeitos decorativos da fonte.

Naquele ano, tal como nos subsequentes, acabámos por envolver os alunos estagiários do Curso de Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa neste tipo de actividades. Se assim não fosse, e considerando que nos serviços de Saúde Pública de âmbito local, nada ou quase nada se faz em relação a esta temática, esta seria uma actividades na qual, jamais irião participar.
Connosco estiveram Pedro Bento e Nuno Gaspar. Tanto quanto julgo saber, o primeiro trabalha em Saúde Pública e o segundo em Segurança e Higiene do Trabalho.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Doença dos Legionários e os Hospitais da Universidade de Coimbra

Foi apresentado na European Scientific Conference on Applied Infectious Diseases Epidemiology (ESCAIDE 2007), que decorreu em Estocolmo entre 18 e 20 de Outubro de 2007, um poster com o título "Cluster of legionnaires’ disease linked to cooling towers in a Portuguese University Hospital", da autoria dos colegas, médicos de saúde pública, Eugénio Cordeiro e Fernando Lopes do Departamento de Saúde Pública e Planeamento da Administração Regional de Saúde do Centro e da Engenheira Raquel Rodrigues, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Lisboa).

O Hospital Universitário Português era(m), como se poderá constatar pelo visionamento do poster, os Hospitais da Universidade de Coimbra.

Como evidência do que se vai fazendo nos serviços de Saúde Pública, este é um exemplo a seguir.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Aspirando legionellas

Clique na imagem para ampliar

Colheita de aerossóis em fontes decorativas, para pesquisa de legionellas.
Na fotografia, Técnicas de Saúde Ambiental Nélia Rosa e Sofia Fernandes.

A (nova) Doença dos Legionários

Está publicado no sítio dos "Médicos de Portugal" um artigo do colega Sérgio Lourenço (TSA), retirado do Jornal do Centro de Saúde de Carnaxide e cuja leitura propomos, algumas linhas abaixo.

Porque sabemos que muitos desconhecem que o normativo Prevenção nos Estabelecimentos Hoteleiros da Doença dos Legionários foi actualizado em Junho deste ano, sugerimos que façam o seu download e o leiam.

Em relação ao vosso local de trabalho não sei, mas nós por cá, e no que diz respeito à água quente sanitária, ela é recirculante, dispondo o sistema de um depósito de aquecimento. Eu, na qualidade de elemento da Comissão de Controlo de Infecção desta unidade de saúde, tenho alguns cuidados em relação a este e outros sistemas/equipamentos associados a esta questão. E vocês?

«O agente da infecção pode encontrar-se na água quente sanitária (chuveiros, banheiras, jacuzzis), nos sistemas de ar condicionado, nos aparelhos de aerossóis, ou nas fontes decorativas. A doença não se transmite de pessoa para pessoa, nem pela ingestão de água contaminada. Alguns dos sintomas são o cansaço, a dor muscular e as dores de cabeça. Veja como evitá-la.

O ano era o de 1976. Em Filadélfia, nos Estados Unidos da América, decorria uma convenção da American Legion (Legião Americana), quando várias pessoas que assistiam ao evento apresentaram sintomas que se assemelhavam aos da gripe. Mais tarde, veio a confirmar-se que este seria um surto de Doença dos Legionário, também conhecida por Legionelose. Apesar de não ser o primeiro caso documentado - o primeiro registo data de 1947 -, foi este surto que deu origem ao nome da doença.

Mas o que é isto da Doença dos Legionários?? Trata-se de uma pneumonia provocada por bactérias da espécie Legionella, a qual surge habitualmente de forma aguda e pode até, nos casos mais graves, conduzir à morte.

A bactéria Legionella encontra-se nos ambientes aquáticos naturais, tais como lagos e rios. No entanto, pode colonizar os sistemas artificiais de abastecimento de água, desde que encontre as condições favoráveis à sua multiplicação tais como a existência de nutrientes na água (biofilmes), estagnação da água (grandes reservatórios, tanques) e factores físico-químicos (temperatura, pH e corrosão das condutas). Vários estudos realizados indicam que o agente da infecção encontra-se preferencialmente na água quente sanitária (chuveiros, banheiras, jacuzzis), nos sistemas de ar condicionado, nos aparelhos de aerossóis ou nas fontes decorativas.

A infecção transmite-se por via aérea respiratória, através da inalação de gotículas de água (aerossóis) contaminadas com bactérias. Para as mentes mais alarmistas, é importante referir que a doença não se transmite de pessoa para pessoa, nem pela ingestão de água contaminada.

As primeiras manifestações clínicas surgem, em regra, cinco ou seis dias após a contaminação. O período de incubação pode variar, no entanto, de dois a dez dias.

Como prevenir a contaminação
A estratégia principal de prevenção da Doença dos Legionários consiste em evitar o desenvolvimento de condições que favoreçam a multiplicação de bactérias Legionella, nomeadamente nos sistemas e redes de água, e nos sistemas e condutas de ar condicionado. Assim, é de extrema importância a manutenção e limpeza regulares dos sistemas de ar condicionado bem como dos sistemas e redes de água, de modo a evitar a formação de nichos de bactérias.

Factores de risco
Os factores de risco incluem o tabagismo, doenças subjacentes (insuficiência renal, cancro, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crónica ou alcoolismo), ou doenças que debilitem o sistema imunitário ou que imponham a medicação com corticóides ou quimioterapia.

Sintomas
- Rigidez e dor muscular
- Dor articular
- Cansaço
- Desconforto generalizado, inquietude ou mal-estar
- Dores de cabeça
- Febre
- Calafrios e tremores
- Tosse sem expectoração
- Tosse com sangue
- Falta de ar
- Dor torácica
- Falta de apetite
- Diarreia
- Ataxia (falta de coordenação)

Para os mais curiosos
A Legionella é um microorganismo, em forma de pequeno bastão, Gram negativo, não formador de esporos, que abriga uma espécie patogénica de grande importância para o homem moderno, a Legionella pneumophila, que causa a Doença dos Legionários. Este microorganismo foi reconhecido em 1979 e, até ao momento, estão descritas 52 espécies, as quais compreendem um número de serogrupos superior a 70.

Em Portugal a Doença dos Legionários foi pela primeira vez descrita em 1979, e a
doença é de declaração obrigatória desde 1999.

A doença atinge preferencialmente adultos com mais de 50 anos, sendo rara a incidência em pessoas com menos de 20 anos. De referir que a doença afecta duas a três vezes mais os homens do que as mulheres. Podem ocorrer casos da doença durante todo o ano. No entanto, são mais frequentes no Verão e Outono.

A taxa de mortalidade entre os pacientes com este tipo de pneumonia é de cerca de 15%, mas esse número aumenta de acordo com as doenças subjacentes.»

Para mais informações visitem (mais uma vez) a área do programa "Doença dos Legionários. Conhecimento e Prevenção" no microsite do Delegado Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Doença dos Legionários. Conhecimento e Prevenção.

Já está disponível no microsite do Delegado Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, no sítio da Direcção-Geral da Saúde, a área respeitante ao programa "Doença dos Legionários. Conhecimento e Prevenção."

Ali, entre outras coisas, poderão aceder a "conteúdos que permitirão a aquisição e o aprofundamento de conhecimentos em várias vertentes que desta temática fazem parte."