Saúde Ambiental. Salud Ambiental. Environmental Health. Santé Environnementale.
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O "Leitor Pediu", na GINGKO

Na rubrica "O Leitor Pediu", da edição de Dezembro da revista GINGKO, é publicado o pedido do nosso colega Técnico de Saúde Ambiental, docente da Licenciatura em Saúde Ambiental no Instituto Politécnico de Beja, Rogério Nunes: "Após ler na GINGKO de Novembro que será trabalhado o tema "Carreira Ecológicas", à guisa de sugestão lembro que existe no nosso país uma profissão, pelo menos, desde o início do século passado, que é ainda pouco conhecida do público em geral: Técnico de Saúde Ambiental. Actualmente, para aceder à mesma é necessário frequentar uma licenciatura de quatro anos e posteriormente ser autorizado, através de cédula profissional emitida pelo Ministério da Saúde, a utilizar o título profissional de Técnico de Saúde Ambiental"

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Os Segredos de Alcova dos Mestres Cozinheiros: retrato de um Técnico de Saúde Ambiental

Os Segredos de Alcova dos Mestres Cozinheiros é um livro de Irvine Welsh que já está na minha lista de compras.

«Improvável título para um romance gótico, Os Segredos de Alcova dos Mestres Cozinheiros. Parece mais título de folhetim erótico do que outra coisa. Ainda mais quando o seu autor, Irvine Welsh, nos habitou a ser mais lacónico, assinando obras como Ecstasy, Porno, ou o mais que famoso e badalado Trainspotting [um dos meus livros favoritos, a par de 1984 de George Orwell].

Mas é de uma parábola gótica que se trata. Não tão in your face como Trainspotting, o livro publicado em 1993 que juntava quatro viciados em heroína e que acabou por ser adaptado ao cinema, mas à mesma tendo como cenário uma Edimburgo obscura e decadente, e à mesma com muito sexo, álcool, cocaína e asneiras à mistura. E claro, uma ou duas cenas nojentas a la Welsh, como aquela em que a personagem principal paga com sexo uma consulta a uma “bruxa” de meia-idade obesa e... muito pouco asseada.

Tudo começa num concerto dos Clash, em 1980, mas é 23 anos depois que a acção se concentra: Danny Skinner é um técnico de saúde ambiental na Câmara de Edimburgo, uma espécie de funcionário da ASAE que tem de inspeccionar restaurantes e que parece apostado em dar cabo da vida em pubs, a cheirar linhas de cocaína e a envolver-se em pancadarias. Skinner vive obcecado em descobrir quem é o pai, tanto como em destruir um novo colega com quem tem de competir pela mesma promoção, Brian Kibby, um pobre coitado cujo grande divertimento é coleccionar miniaturas de comboios e ir às convenções do Star Trek.

Muito à Retrato de Dorian Gray (livro de Oscar Wilde que Welsh cita), Kibby vai sofrer uma espécie de maldição lançada por Skinner, e sente na pele todos os excessos que este comete. Escrito através de várias vozes (praticamente todas as personagens vão surgir na primeira pessoa), é a partir daqui que o livro se torna mais louco, mas também mais divertido.»

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Nota: sinopse do livro retirada do sítio Time Out Lisboa.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A Community Guide to Environmental Health

O Guia Comunitário para a Saúde Ambiental (tradução livre) é um guia de saúde pública, publicado pela Hesperian Foundation (publishing for community health and empowerment), escrito em inglês mas de leitura fácil e que recomendamos a todos os Técnicos de Saúde Ambiental, Médicos de Saúde Pública, Engenheiros Sanitaristas e demais profissionais com competências nesta área.

Este é um guia publicado pela mesma fundação que há cerca de 30 anos publicou “Where there is no Doctor” (Onde não há médicos), um livro simples, mas abrangente, sobre como fazer certos procedimentos médicos, endossado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e usado por centenas de voluntários da Peace Corps.
Segundo Jeff Conant, um dos autores do livro, “A Community Guide to Environmental Health”, terá levado oito anos e 1,6 milhão de dólares para ser elaborado e nele constam centenas de desenhos mostrando, por exemplo, como desinfectar água fervendo-a ou como fazer filtros com areia, argila e carvão.

"É controverso", disse Conant. "Mas o livro é para comunidades rurais, muitas das quais sofrem muito mais com a exploração da mineração e do petróleo do que recebem os benefícios. Desconfio que eles vão gostar desse ponto de vista."

OUTROS TÍTULOS DISPONÍVEIS:

terça-feira, 1 de julho de 2008

Relatório de Primavera 2008

Teve lugar, na manhã de hoje, dia 1 de Julho de 2008, pelas 11:00 horas, no Auditório da Escola Superior de Tecnologia da Saúde em Lisboa, a sessão de apresentação do Relatório de Primavera 2008, do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, que este ano mereceu o nome de "Sistema de Saúde Português: Riscos e Incertezas” e de onde retiro uma passagem para reflexão, que pode ser lida no ponto 5. Os agrupamentos de centros de saúde.

«(...) antevê-se para esta unidade [Unidade de Cuidados na Comunidade] a exigência de respostas globais, integradas, articuladas e de grande complexidade, pelo que se recomenda a maior atenção na sua concepção e implementação,dotando-a do modelo organizacional, de recursos humanos e materiais compatíveis com os novos desafios que se colocam aos cuidados de saúde primários no âmbito da intervenção comunitária e das respostas de proximidade aos cidadãos, que se pretendem cada vez mais perto dos locais onde vivem e trabalham. O mesmo é exigível, também, para a Unidade de Saúde Pública (USP) pelo seu desígnio fundamental ao nível do planeamento em saúde para a área geodemografica.»

Para os eventuais interessados pela leitura dos relatórios anteriores, cliquem aqui.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde 2008-2013

Depois de aqui já ter feito alusão ao Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde (PNAAS), que nessa ocasião foi apresentado como sendo o PNAAS 2007-2013, eis que finalmente foi publicada a Resolução do Conselho de Ministros n.º 91/2008 de 4 de Junho, que promove a sua aprovação, respeitante ao período de 2008-2013, e de onde retirei e vos apresento um excerto daqueles que foram os objectivos definidos para o Plano.

«O Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde 2008-2013 (PNAAS) tem como desígnio melhorar a eficácia das políticas de prevenção, controlo e redução de riscos para a saúde com origem em factores ambientais, promovendo a integração do conhecimento e a inovação, contribuindo também, desta forma, para o desenvolvimento económico e social do país.

Para atingir este fim, torna-se necessário promover a integração da informação relativa ao estado do ambiente e da saúde, tendo em consideração, nomeadamente, exposições combinadas, "efeitos cocktail" e efeitos cumulativos, dando particular atenção aos grupos mais vulneráveis da população, como as crianças, as grávidas, os idosos e os doentes.»

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Nota: obrigado à colega Sílvia Silva, Técnica de Saúde Ambiental, por me ter feito chegar esta informação. Ilustração recolhida na Resolução do Conselho de Ministros n.º 91/2008 de 4 de Junho.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Saúde Ambiental nas crónicas do "Rosa 10"

Foi no Rosa 10 que li a crónica da Cristina Santos, "Saúde Ambiental", e que aqui vos deixo.
Aqui vos deixo a crónica e todas as perguntas nela contidas. Procuram-se respostas! Procuram-se respostas, reflexo do empenho individual daqueles que em conjunto vão fazendo a diferença. A Cristina Santos escreve "é urgente (...)", "é necessário (...)", e eu subscrevo.

«Que valor atribui ao nosso planeta?
Que valor atribui ao ar que respira e à água que bebe?
Já pensou na beleza envolta em mistério de tudo isto?
Já pensou que o homem na sua ânsia de poder está a promover a degradação do ambiente em que vivemos?
A contaminar a água que bebemos e o ar que respiramos?
Como será o futuro?
O que será da nossa saúde? Da nossa qualidade de vida?
O que tenciona fazer?

Não obstante os avisos e alertas lançados a saúde do nosso planeta vai de mal a pior. Os rios estão poluídos, os solos contaminados, a atmosfera doente.

Somos constantemente alertados para a necessidade de alterarmos uma série de hábitos, no sentido de o salvarmos e garantirmos que o futuro dos nossos filhos e netos não será posto em causa. No entanto, ainda grande parte da humanidade parece estar de costas voltadas para os problemas do ambiente e para a necessidade de cada um fazer alguma coisa.

Assim, é imperioso poupar água, pois sem ela não há ser vivo que resista! E a maioria das pessoas não percebe que a água, apesar de parecer existir em quantidades infinitas, não é um recurso inesgotável quando há interferência do homem na natureza.

É urgente preservar as árvores, que fornecem o oxigénio indispensável à vida!
É necessário separar os resíduos que produzimos hoje em grande quantidade.

Desta forma conseguimos a sua valorização e reaproveitamento!
É indispensável poupar energia, pois os recursos naturais são cada vez mais escassos! Etc… etc… etc…

Sabemos que a saúde depende da nossa capacidade em compreender e gerir as interacções entre as actividades do homem e o seu ambiente. É portanto essencial o conhecimento dos efeitos positivos e negativos dos factores ambientais sobre a saúde das populações.

As pessoas, os grupos e as comunidades deverão afirmar-se face ao ambiente, mantendo-se informados e participantes, adoptando os comportamentos e os estilos de vida saudáveis, propondo e apoiando os programas e as medidas susceptíveis de contribuir para a sua saúde.

Impõe-se por isso uma análise pessoal, individual sobre as acções diárias de cada um e de que forma elas influenciam ou influenciarão a qualidade do nosso planeta e também da nossa vida.

Se se mantiver atento aperceber-se-á que através de pequenos gestos do seu dia-a-dia poderá melhorar a qualidade do meio ambiente e consequentemente a sua saúde!»

terça-feira, 8 de abril de 2008

Environmental Health in Emergencies and Disasters

Hoje sugiro-vos a leitura do livro "Environmental Health in Emergencies and Disasters: A Pratical Guide" (Saúde Ambiental em Emergências e Catástrofes: Um Guia Prático) de Ben Wisner e John Adams.

As emergências e catástrofes podem ocorrer em qualquer lugar do mundo, afectando a saúde humana, a vida das pessoas e as infra-estruturas construídas para apoiá-los. Os problemas de saúde ambiental decorrentes de emergências e catástrofes estão ligados aos seus efeitos sobre o desenvolvimento físico, biológico e ambiente social, constituindo uma ameaça para a saúde humana, bem-estar e sobrevivência: abrigo, água, saneamento, vectores de doença, poluição, etc.

Este livro aborda a gestão deste tipo de problemas, particularmente sob o ponto de vista do indivíduo/profissional com responsabilidades na área da saúde ambiental, antes, durante e depois de emergências e catástrofes.

Um livro que interessará a Técnicos de Saúde Ambiental, Médicos de Saúde Pública, Engenheiros Sanitaristas e muitos outros profissionais com responsabilidades nesta área.

Cliquem na imagem para leitura online ou aqui para download.

terça-feira, 11 de março de 2008

Fifth Ministerial Conference on Environment and Health

Entre está a decorrer em Milão, Itália, entre ontem (dia 10) e o dia 12 de Março de 2008, a primeira sessão preparatória para a 5ª Conferência Ministrial de Ambiente e Saúde, promovida pela OMS, que se realizará no ano 2009.

Dos documentos de trabalho, fizeram-me chegar um via correio electrónico, que dá pelo título "Ensuring public health reform through re-organizing, streamlining, upgrading and strengthening the performance of the population-based health services for Environment and Health", cuja leitura recomendo e onde se pode ler, por exemplo:

“the public health capacity needed for response is decidedly insufficient in many countries, and should be strengthened”.

“There has been subsequent underinvestment in the development of relevant skills and in the information systems on which modern public health depends”
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“ensuring public health reform through re-organizing, streamlining, upgrading and strengthening the performance of the population-based services for Environment and Health”
.

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Cortesia da colega Sandra Moreira.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Estudo comparativo das duas localizações para o Novo Aeroporto de Lisboa (NAL)


Podem, em alternativa, aceder ao respectivo Sumário Executivo, onde se pode ler:
«Em termos conclusivos, face aos resultados da análise comparada e na hipótese de ser atribuída igual importância a cada um dos factores críticos analisados (para efeitos de decisão, uma ponderação diferente terá em consideração critérios de natureza política, os quais extravasam o âmbito do presente Estudo), a localização do NAL na zona do Campo de Tiro de Alcochete (CTA) é a que, do ponto de vista técnico e financeiro, se verificou ser, globalmente, mais favorável.»
Mais informações, mais estudos, aqui.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Newsletter "Engenharia da Saúde Pública"

Foi por correio electrónico que recebemos o primeiro número da newsletter elaborada pelos Serviços de Engenharia Sanitária da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo*, que tem como objectivo divulgar informações consideradas úteis para os serviços de saúde pública.

Esta newsletter, que dá pelo nome de "Engenharia da Saúde Pública", terá uma periodicidade trimestral.
Podem aceder ao documento directamente aqui ou através do microsite do Delegado Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.


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* a hiperligação corresponde ao caminho para a intranet, o qual não poderá ser acedido por todos os utilizadores.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Ana Macedo, onde andas tu?

Foi em Março de 2005 que pela primeira vez fizemos referência à Ana Macedo. Porquê?... Perguntam vocês.

Porque, Ana Macedo é, segundo julgamos saber, além de uma prodigiosa escritora, estudante de Saúde Ambiental na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto.

Esta nossa colega nasceu em Vila Nova de Gaia, no ano de 1985 e escreveu o seu primeiro romance, Lágrimas Coloridas, quando tinha ainda 14 anos, "numa fase em que os sentimentos e emoções explodiam. Apesar deste romance não ser baseado numa história real, alguns sentimentos patentes, assim como características e nomes de personagens, foram inspirados em amigos e vivências da autora, que na altura frequentava o Liceu de Gaia. "
Sem Pecados na Culpa, o seu segundo romance, começou a fluir na ponta de sua caneta aos 19 anos. Um "romance intenso e explosivo" que levou a que alguns a apelidassem de “profeta da vida”.
A última vez que soubemos dela, foi em Maio deste ano, aquando da sua presença na sessão "Encontro com Jovens Escritoras Gaienses" do 1.º Fórum Avintense Jovem.

Entretanto, perdemos-lhe o rasto. Ana Macedo, onde andas tu?

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

A (nova) Doença dos Legionários

Está publicado no sítio dos "Médicos de Portugal" um artigo do colega Sérgio Lourenço (TSA), retirado do Jornal do Centro de Saúde de Carnaxide e cuja leitura propomos, algumas linhas abaixo.

Porque sabemos que muitos desconhecem que o normativo Prevenção nos Estabelecimentos Hoteleiros da Doença dos Legionários foi actualizado em Junho deste ano, sugerimos que façam o seu download e o leiam.

Em relação ao vosso local de trabalho não sei, mas nós por cá, e no que diz respeito à água quente sanitária, ela é recirculante, dispondo o sistema de um depósito de aquecimento. Eu, na qualidade de elemento da Comissão de Controlo de Infecção desta unidade de saúde, tenho alguns cuidados em relação a este e outros sistemas/equipamentos associados a esta questão. E vocês?

«O agente da infecção pode encontrar-se na água quente sanitária (chuveiros, banheiras, jacuzzis), nos sistemas de ar condicionado, nos aparelhos de aerossóis, ou nas fontes decorativas. A doença não se transmite de pessoa para pessoa, nem pela ingestão de água contaminada. Alguns dos sintomas são o cansaço, a dor muscular e as dores de cabeça. Veja como evitá-la.

O ano era o de 1976. Em Filadélfia, nos Estados Unidos da América, decorria uma convenção da American Legion (Legião Americana), quando várias pessoas que assistiam ao evento apresentaram sintomas que se assemelhavam aos da gripe. Mais tarde, veio a confirmar-se que este seria um surto de Doença dos Legionário, também conhecida por Legionelose. Apesar de não ser o primeiro caso documentado - o primeiro registo data de 1947 -, foi este surto que deu origem ao nome da doença.

Mas o que é isto da Doença dos Legionários?? Trata-se de uma pneumonia provocada por bactérias da espécie Legionella, a qual surge habitualmente de forma aguda e pode até, nos casos mais graves, conduzir à morte.

A bactéria Legionella encontra-se nos ambientes aquáticos naturais, tais como lagos e rios. No entanto, pode colonizar os sistemas artificiais de abastecimento de água, desde que encontre as condições favoráveis à sua multiplicação tais como a existência de nutrientes na água (biofilmes), estagnação da água (grandes reservatórios, tanques) e factores físico-químicos (temperatura, pH e corrosão das condutas). Vários estudos realizados indicam que o agente da infecção encontra-se preferencialmente na água quente sanitária (chuveiros, banheiras, jacuzzis), nos sistemas de ar condicionado, nos aparelhos de aerossóis ou nas fontes decorativas.

A infecção transmite-se por via aérea respiratória, através da inalação de gotículas de água (aerossóis) contaminadas com bactérias. Para as mentes mais alarmistas, é importante referir que a doença não se transmite de pessoa para pessoa, nem pela ingestão de água contaminada.

As primeiras manifestações clínicas surgem, em regra, cinco ou seis dias após a contaminação. O período de incubação pode variar, no entanto, de dois a dez dias.

Como prevenir a contaminação
A estratégia principal de prevenção da Doença dos Legionários consiste em evitar o desenvolvimento de condições que favoreçam a multiplicação de bactérias Legionella, nomeadamente nos sistemas e redes de água, e nos sistemas e condutas de ar condicionado. Assim, é de extrema importância a manutenção e limpeza regulares dos sistemas de ar condicionado bem como dos sistemas e redes de água, de modo a evitar a formação de nichos de bactérias.

Factores de risco
Os factores de risco incluem o tabagismo, doenças subjacentes (insuficiência renal, cancro, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crónica ou alcoolismo), ou doenças que debilitem o sistema imunitário ou que imponham a medicação com corticóides ou quimioterapia.

Sintomas
- Rigidez e dor muscular
- Dor articular
- Cansaço
- Desconforto generalizado, inquietude ou mal-estar
- Dores de cabeça
- Febre
- Calafrios e tremores
- Tosse sem expectoração
- Tosse com sangue
- Falta de ar
- Dor torácica
- Falta de apetite
- Diarreia
- Ataxia (falta de coordenação)

Para os mais curiosos
A Legionella é um microorganismo, em forma de pequeno bastão, Gram negativo, não formador de esporos, que abriga uma espécie patogénica de grande importância para o homem moderno, a Legionella pneumophila, que causa a Doença dos Legionários. Este microorganismo foi reconhecido em 1979 e, até ao momento, estão descritas 52 espécies, as quais compreendem um número de serogrupos superior a 70.

Em Portugal a Doença dos Legionários foi pela primeira vez descrita em 1979, e a
doença é de declaração obrigatória desde 1999.

A doença atinge preferencialmente adultos com mais de 50 anos, sendo rara a incidência em pessoas com menos de 20 anos. De referir que a doença afecta duas a três vezes mais os homens do que as mulheres. Podem ocorrer casos da doença durante todo o ano. No entanto, são mais frequentes no Verão e Outono.

A taxa de mortalidade entre os pacientes com este tipo de pneumonia é de cerca de 15%, mas esse número aumenta de acordo com as doenças subjacentes.»

Para mais informações visitem (mais uma vez) a área do programa "Doença dos Legionários. Conhecimento e Prevenção" no microsite do Delegado Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Environmental Health Perspectives

Environmental Health Perspectives (EHP) é um jornal mensal com investigações peer-reviewed e notícias acerca do impacte do ambiente na saúde humana. EHP é publicado pelo National Institute of Environmental Health Sciences e pode ser consultado online.

Na edição deste mês, poderemos encontrar em destaque:

Sugiro que subscrevam este periódico.

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Ilustração: Capa da edição de Outubro de 2007 da revista EHP (This year EHP’s annual children's health issue shares its pages with the Council of Science Editors Global Theme Issue on Poverty and Human Development, with a variety of news and research articles exploring various discrete and interwoven aspects of these topics. image credit: iStockphoto.com/Duncan Walker)

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Principles for Evaluating Health Risks in Children Associated with Exposure to Chemicals

“Os contaminantes do ar e da água, pesticidas presentes na alimentação e no solo, assim como muitas outras ameaças ambientais que alteram o delicado organismo de uma criança, podem provocar ou piorar a doença ou induzir problemas de desenvolvimento. Mais de 30% dos surtos de doenças em crianças podem ser atribuídos a factores ambientais.”
Tradução livre.


Esta terá sido uma das conclusões evidenciadas no novo volume da série Environmental Health Criteria, Principles for Evaluating Health Risks in Children Associated with Exposure to Chemicals, um trabalho da Organização Mundial de Saúde.

Saibam mais aqui.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Environmental Health News

Environmental Health News, publicação diária da responsabilidade da Environmental Health Sciences. Para que se mantenham actualizados!

Esta organização é ainda responsável pelo sítio Our Stolen Future.

"The book Our Stolen Future brought world-wide attention to scientific discoveries about endocrine disruption and the fact that common contaminants can interfere with the natural signals controlling development of the fetus. This website tracks the most recent developments."
Saibam mais aqui.

Doença dos Legionários. Conhecimento e Prevenção.

Já está disponível no microsite do Delegado Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, no sítio da Direcção-Geral da Saúde, a área respeitante ao programa "Doença dos Legionários. Conhecimento e Prevenção."

Ali, entre outras coisas, poderão aceder a "conteúdos que permitirão a aquisição e o aprofundamento de conhecimentos em várias vertentes que desta temática fazem parte."

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde 2007-2013

No dia 01 de Agosto de 2007, pelas 11h00, no auditório da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), na Rua da Murgueira 9/9A - Alfragide, a APA e a Direcção Geral da Saúde irão promover a divulgação do Projecto de Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde 2007 - 2013 (PNAAS).


Relembro que o PNAAS encontra-se em Consulta Pública até 3 de Agosto.

No âmbito do processo de consulta pública serão considerados e apreciados todos os contributos que poderão ser remetidos por correio electrónico para PNAAS@dgs.pt ou PNAAS@iambiente.pt, ou por escrito, dirigidos ao Director-Geral da Saúde ou ao Director-Geral da Agência Portuguesa do Ambiente, até à data do termo da consulta.
O Projecto de Plano está disponível no Portal da Direcção Geral da Saúde, no Portal da Agência Portuguesa do Ambiente e no Portal Ambiente & Saúde.

Para fazer o download do documento através desta página, clique aqui.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Environmental Health Services in Europe: the development of professional associations

The target audience for this book includes a very wide range of professionals and organizations, and it is important at this early stage to attempt to identify those for whom this guidance will have the most relevance. Previous reviews of environmental health services and environmental health professionals underscore the fact that there is a wide diversity in perceptions of environmental health, the management of environmental health services and the range of professionals engaged in delivering those services. Similarly, while there is a wide range of associations of professionals involved in the environmental health field, there are significant gaps in the information available on these associations.
Uma publicação da Organização Mundial da Saúde, que poderá ser encomendada a partir daqui, ou pedida a algum colega de Saúde Ambiental que a possa disponibilizar (obrigado Sílvia Silva).

sexta-feira, 23 de março de 2007

Dia Mundial da Água: "A Água" por Bocage


Meus senhores eu sou a água
que lava a cara, que lava os olhos
que lava a rata e os entrefolhos
que lava a nabiça e os agriões
que lava a piça e os colhões
que lava as damas e o que está vago
pois lava as mamas e por onde cago.

Meus senhores aqui está a água
que rega a salsa e o rabanete
que lava a língua a quem faz minete
que lava o chibo mesmo da rasca
tira o cheiro a bacalhau da lasca
que bebe o homem que bebe o cão
que lava a cona e o berbigão

Meus senhores aqui está a água
que lava os olhos e os grelinhos
que lava a cona e os paninhos
que lava o sangue das grandes lutas
que lava sérias e lava putas
apaga o lume e o borralho
e que lava as guelras ao caralho

Meus senhores aqui está a água
que rega as rosas e os manjericos
que lava o bidé, lava penicos
tira mau cheiro das algibeiras
dá de beber às fressureiras
lava a tromba a qualquer fantoche e
lava a boca depois de um broche.

"A Água", de Manuel Maria de Barbosa du Bocage.

Constituição da República Portuguesa: ambiente e qualidade de vida

Não precisamos de conhecê-la em pormenor, mas é importante que saibamos que existe; a Constituição da República Portuguesa.


Chapéus há muitos
Tânia Flores


Artigo 66.º (Ambiente e qualidade de vida)


1. Todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender.
2. Para assegurar o direito ao ambiente, no quadro de um desenvolvimento sustentável, incumbe ao Estado, por meio de organismos próprios e com o envolvimento e a participação dos cidadãos:
a) Prevenir e controlar a poluição e os seus efeitos e as formas prejudiciais de erosão;
b) Ordenar e promover o ordenamento do território, tendo em vista uma correcta localização das actividades, um equilibrado desenvolvimento sócio-económico e a valorização da paisagem;
c) Criar e desenvolver reservas e parques naturais e de recreio, bem como classificar e proteger paisagens e sítios, de modo a garantir a conservação da natureza e a preservação de valores culturais de interesse histórico ou artístico;
d) Promover o aproveitamento racional dos recursos naturais, salvaguardando a sua capacidade de renovação e a estabilidade ecológica, com respeito pelo princípio da solidariedade entre gerações;
e) Promover, em colaboração com as autarquias locais, a qualidade ambiental das povoações e da vida urbana, designadamente no plano arquitectónico e da protecção das zonas históricas;
f) Promover a integração de objectivos ambientais nas várias políticas de âmbito sectorial;
g) Promover a educação ambiental e o respeito pelos valores do ambiente;
h) Assegurar que a política fiscal compatibilize desenvolvimento com protecção do ambiente e qualidade de vida.