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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Técnicos de Saúde Ambiental

A ausência a que me referi no post anterior mantém-se, mas como a mensagem de correio electrónico que entretanto recebi (obrigado à Rita Santos), e que transcrevo em baixo, é interessante, voltei por breves momentos.
«PARA QUEM É, QUEM NÃO É, E PARA QUEM CONVIVE COM ELES.

Um Técnico de Saúde Ambiental (TSA) morreu e chegou às portas do Céu (é certo e sabido que os TSA, por sua honestidade, vão sempre para o céu).
São Pedro procurou a ficha do TSA nos seus arquivos mas, como andava um pouco desorganizado ultimamente, não a encontrou na montanha de documentos.
Então, disse para o TSA:
- Lamento, mas o Seu nome não consta de minha lista...
Assim, o TSA foi ter às portas do Inferno, onde lhe deram imediatamente moradia e alojamento.
Pouco tempo passou e o TSA cansou-se de sofrer as amarguras do inferno.
Ele pôs-se, a coordenar e a implementar melhorias.
Com o passar do tempo, o Inferno, já tinha ISO 9000, ISO 22000, OSHAS 18000, ISO 14000, projecto de segurança contra incêndios, projecto de acessibilidades, projecto térmico e acústico, sistema de monitorização de cinzas, gestão de resíduos, vigilância da qualidade da água, ar condicionado, escadas rolantes, aparelhos electrónicos, redes de telecomunicações, programas de manutenção, sistemas de controlo visual, etc...
E o TSA passou a ter uma excelente reputação.
Um dia, Deus, estranhando a falta de reclamações que normalmente lhe iam chegando das bandas do Inferno, chamou o Diabo pelo telefone e perguntou desconfiado:
- Como estão vocês aí no Inferno?
- Nós estamos muito bem! Temos ISO 9000, ISO 22000, OSHAS 18000, ISO 14000, projecto de segurança contra incêndios, projecto térmico e acústico, sistema de monitorização de cinzas, ar condicionado, escadas rolantes...... etc. Se quiser algumas dicas de implementação destes sistemas, pode mandar-me um e-mail para meu endereço, que é odiabofeliz@inferno.com.
E olhe que eu ainda nem sei qual será a próxima surpresa que o TSA nos reserva!
- O QUÊ?! O QUÊ?! Vocês TÊM um TSA aí??
Isso é um erro! Nunca deveria ter chegado aí um TSA! Os TSA vão sempre para o Céu; Isso é o que está escrito e já está resolvido. Mande-O de volta para o Céu imediatamente!
- Nem Pensar!!!! Eu gostei de ter um TSA na organização... E ficarei eternamente com Ele.
- Mande-O para mim ou... EU O PROCESSO!!.
E o Diabo, dando uma tremenda gargalhada, respondeu a Deus:
- Ah, sim?? Então, só por curiosidade, responda-me: DE ONDE TIRARÁ UM ADVOGADO, se estão todos aqui???
Este foi o facto. Agora, o perfil:
BASTA ENTENDER OS TÉCNICOS DE SAÚDE AMBIENTAL, AMÁ-LOS, ABENÇOÁ-LOS E DAR GRAÇAS A DEUS POR TÊ-LOS CRIADO!!
  1. Um TSA não é prepotente, ele está é rodeado de inúteis;
  2. Um TSA não tem o ego muito grande, o quarto é que é muito pequeno;
  3. Não é que Eles queiram sempre ter a razão, os outros é que cometem sempre algum erro;
  4. A um TSA, não lhe faltam sentimentos, os outros é que são bebés chorões;
  5. Um TSA não tem a vida desorganizada, Ele só tem um ritmo de vida muito particular;
  6. Um TSA não vê o mundo, Ele muda-o;
  7. Um TSA não é um orgulhoso arrogante, os humanos é que simplesmente não entendem isto;
  8. Um TSA não é um ser frio e calculista, Ele simplesmente acha divertido passar por cima de pessoas comuns;
  9. Um TSA não é problemático, os usuários é que não entendem nada;
  10. Um TSA não é crítico, os erros das pessoas é que são muito evidentes;
  11. Um TSA não é um inútil para fazer tarefas diárias, a realidade é que as pessoas comuns gastam a sua energia valiosa em coisas fúteis, e um esfregão não necessita um planeamento muito complexo, e nem pode ser configurado;
  12. Não é que o trabalho Os absorva, é que.... do que é que eu estava a falar mesmo?;
  13. Um TSA não comete erros, apenas testa os outros para ver se estavam a prestar atenção;
  14. Não é que Eles se acham grande coisa, é que ELES SÃO!
Mas, lembrem-se: mesmo seres assim tão perto da perfeição, têm lá os seus problemas...
De forma que os que não são TSA devem sempre procurar compreender essas almas tristes e torturadas entre a genialidade e a incompreensão.»

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Credenciação de entidades para a emissão de pareceres, realização de vistorias e de inspecções no âmbito da SCIE

Depois de em Novembro, aqui termos feito alusão ao Decreto-Lei n.º 220/2008, que aprovou o regime jurídico de segurança contra incêndio em edifícios (SCIE) e de na última semana de 2008 ter sido publicado a Portaria n.º 1532/2008, de 29 de Dezembro, que aprovou o Regulamento Técnico de SCIE, hoje foi o dia em que veio a terreiro a Portaria n.º 64/2009. Este último diploma estabelece o regime de credenciação de entidades para a emissão de pareceres, realização de vistorias e de inspecções das condições de Segurança contra Incêndios em Edifícios.
À laia de piada de mau gosto digo-vos que os Técnicos de Saúde Ambiental, potenciais interessados em desempenhar funções nesta área deverão, por exemplo, estar habilitados com o curso de arquitecto, reconhecido pela Ordem dos Arquitectos (OA), de engenheiro, reconhecido pela Ordem dos Engenheiros (OE) ou com o curso de engenheiro técnico, reconhecido pela Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos (ANET).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A Saúde Ambiental na SHO 2009

Hoje, pela manhã, ao visitar o blogue "Coisas de Saúde Ambiental", da nossa colega Susana Daniel, reparei que o último post que ela lá havia colocado dava conta de que nos dias 5 e 6 de Fevereiro de 2009, terá lugar, em Guimarães, o Colóquio Internacional sobre Segurança e Higiene Ocupacionais – SHO 2009. Este é um evento organizado pela Sociedade Portuguesa de Segurança e Higiene Ocupacionais (SPOSHO), na senda daqueles que já têm vindo a ser promovidos nos últimos anos. Para mais informações, sugiro-vos que sigam as hiperligações acima, nomeadamente a do blogue da colega.

Mas então o que poderá trazer de novo esta minha mensagem?
Pouco, ou quase nada, mas será, um pouco ou quase nada, interessante para a Saúde Ambiental.
Ao revisitar o sítio do evento com mais atenção, reparei que a Saúde Ambiental se faz representar naquele evento, tanto ao nível do Patrocínio Científico, pela Sociedade Portuguesa de Saúde Ambiental, como em comunicações que terão lugar nas sessões paralelas (ver programa), onde identifiquei pelo menos duas colegas nossas, de Saúde Ambiental, com as comunicações "Exposição Ocupacional a Fungos Existentes no Ar: O Caso dos Ginásios com Piscina" e "Exposição Ocupacional ao Formaldeído em Laboratórios de Anatomia Patológica: resultados da quantificação da exposição com diferentes metodologias de avaliação".
Este será um exemplo a seguir, para aqueles que ainda se questionam se valerá a pena continuar a estudar!!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ante-projecto de Decreto-Lei que estabelece a organização dos serviços e funções de natureza operativa de saúde pública, a nível regional e local

À semelhança do que aconteceu em ocasiões anteriores, também desta vez nos fizeram chegar a última versão do ante-projecto de Decreto-Lei que estabelece a organização dos serviços e funções de natureza operativa de saúde pública, a nível regional e local.
Por acharmos que é um documento importante, de leitura obrigatória por todos os profissionais que serão alvo das alterações que se perspectivam (Técnicos de Saúde Ambiental, Médicos de Saúde Pública, Engenheiros Sanitaritas e outros), deixamos aqui o documento, para que possam fazer o seu download, ler e, eventualmente, comentar.
À laia de provocação, transcrevo o ponto 2 do artigo 2.º (definição de competências): “os profissionais que integram os serviços de natureza operativa de saúde pública podem, no âmbito territorial competente, executar actos materiais compreendidos no exercício de competências atribuídas às autoridades de saúde, quando, por estas, esses actos lhes forem cometidos”.
Assim, a delegação de competências formalmente definida como tal, deixa, naquele que é o meu entendimento, de existir, sem que com isso as Autoridades de Saúde sejam “obrigados” a assumir as funções para as quais foram nomeados e que estão, muitas delas, previstas em legislação de aplicação sectorial. De acordo com a letra da lei, o profissional nomeado autoridade da saúde irá, simplesmente, mandar alguém (entenda-se Técnico de Saúde Ambiental) executar os “seus actos”.
Pergunto eu: – será esta medida, uma medida legal? Implicará esta medida, a atribuição de alguma compensação pecuniária? A haver alguma compensação (duvido!), como se fará? Ao acto? Resolverá isto os problemas decorrentes da falta de médicos de Saúde Pública, nomeados Autoridade de Saúde?
Independentemente de considerar legal a delegação de competências, nos moldes em que tem sido feita, defendo que os Técnicos de Saúde Ambiental deviam, também eles, ser passíveis de vir a ser nomeados Autoridade de Saúde, em função daquelas que são as suas competências, legalmente reconhecidas. Com esta medida – nada pacífica – resolver-se-iam muitos dos problemas existentes relacionados com esta matéria, reconhecendo, no entanto, que criar-se-iam outros tantos problemas, decorrentes do protagonismo que isso iria promover, por parte dos Técnicos de Saúde Ambiental.
Alguns Posts relacionados:

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Bijutaria made by Saúde Ambiental

Hoje, à “margem” da Saúde Ambiental, deixo-vos como sugestão dois blogues de colegas que se dedicam, também, ao artesanato.
Nesta época festiva, em que se apela ao consumo, sugiro-vos umas ofertas de bijutaria made by Piko-kika e CurlyP.
As suas últimas criações…

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O "Leitor Pediu", na GINGKO

Na rubrica "O Leitor Pediu", da edição de Dezembro da revista GINGKO, é publicado o pedido do nosso colega Técnico de Saúde Ambiental, docente da Licenciatura em Saúde Ambiental no Instituto Politécnico de Beja, Rogério Nunes: "Após ler na GINGKO de Novembro que será trabalhado o tema "Carreira Ecológicas", à guisa de sugestão lembro que existe no nosso país uma profissão, pelo menos, desde o início do século passado, que é ainda pouco conhecida do público em geral: Técnico de Saúde Ambiental. Actualmente, para aceder à mesma é necessário frequentar uma licenciatura de quatro anos e posteriormente ser autorizado, através de cédula profissional emitida pelo Ministério da Saúde, a utilizar o título profissional de Técnico de Saúde Ambiental"

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Relatório Crítico de Actividades

A primeira vez que lhe fiz referência – ao Relatório Crítico de Actividades – foi em Abril de 2007 num post ao qual dei o título "Avaliação de desempenho".
Naquela altura o colega Duarte D'Oliveira, do Jornal de Saúde Ambiental, escreveu: "Excelente! Eu quero (preciso) de ler o resto! Agradeço-lhe – sendo possível – que me envie o Relatório por correio electrónico."
A adjectivação deveu-se, julgo eu, àquilo que deixei ler do conteúdo do documento.

«(...) o facto de no último triénio se ter iniciado aquilo a que alguns apelidaram de "reestruturação da saúde pública" foi, no entanto, causador de uma desmotivação crescente e que se tem vindo a acentuar com o passar do tempo. As informações contraditórias respeitantes ao futuro do desempenho em Saúde Ambiental e o "abandono" sistemático a que os Serviços de Saúde Pública têm sido sujeitos, têm alicerçado uma vontade desmedida em mudar de profissão (...).»

De facto, algum tempo depois fiz-lho chegar. Entretanto, muitos outros se lhe seguiram.
Hoje ter-me-á chegado por correio electrónico, aquele que foi, seguramente, o último pedido para que facultasse o meu Relatório Crítico de Actividades.
A partir de hoje não o enviarei a mais ninguém. Não mo peçam... descarreguem-no aqui.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Moisés Almeida, um homem da Saúde Ambiental, eternamente nosso...

Hoje foi um dia triste para a Saúde Ambiental.
Perdeu-se um colega e perdeu-se, acima de tudo, um amigo.
Moisés Almeida, falecido ontem, foi hoje a sepultar no cemitério velho de Coruche.
Eu, já de férias, soube-o por telemóvel, quando ao fim da manhã de ontem a notícia começou a circular.
Agora, quebrando todas as regras que a mim próprio impus, no que diz respeito à utilização da internet no período de férias, vejo que a notícia me chegou também doutras formas. Obrigado àqueles que fizeram uso do correio electrónico e a tantos outros que por não saberem de uma forma alternativa para me contactarem, acabaram por usar o meu círculo de amigos do HI5.
O Moisés foi para mim, além de colega de trabalho, um amigo.
Foi com ele que conversei vezes sem conta sobre o futuro dos Técnicos de Saúde Ambiental e da Saúde Ambiental em Portugal. Chegámos, em conjunto, a delinear algumas estratégias de intervenção. Foi dele que vieram as palavras de conforto quando, por qualquer razão, ou sem razão alguma, me foi apontado o dedo por tudo, ou por nada.
O Moisés foi para mim, antes de colega de trabalho, um amigo. Ainda assim, um amigo a quem fiquei a dever “um copo de tinto, no monte, à beira do Sorraia.
Nos últimos meses que precederam a sua morte, as nossas conversas eram estranhas. Confesso que chegaram a ser, pelos menos para mim, incomodativas. Por mais que tentasse não me conseguia alienar da experiência pela qual o Moisés estava a atravessar. No fim acabava por me aperceber de que havia sido ele, sempre ele, a dar-me forças para que eu não soluçasse por entre cada palavra proferida.
Cheguei-lhe a dizer: ”Porra Moisés!... Não era suposto ser eu a dar-te alento?”. Ele ria-se.
Manteve até ao fim a força que sempre lhe conheci e o humor que o caracterizava. Quando falámos pela primeira vez, após o diagnóstico, disse-me assim: “Não queres lá ver que este magano me apanhou no dia que fez vinte anos que deixei de fumar!!??”. Fiquei desarmado.
Hoje, ao chegar a Coruche, sem saber onde me dirigir, fui perguntando pela casa mortuária. Todos, sem excepção, me faziam referência ao Moisés. Percebi então que ele era um filho da terra, conhecido de toda a gente e de todas as gentes, querido. Só isso justifica a quantidade de pessoas que acompanharam as cerimónias fúnebres.
A nível profissional, revi colegas de trabalho, Técnicos de Saúde Ambiental, Médicos de Saúde Pública e Engenheiros Sanitaristas que tal como eu, quiseram e puderam dizer-lhe um último adeus.
Na igreja, antes da missa de corpo presente, um colega que o conhece há muito mais anos que eu, dizia-me: “Ele faz-nos tanta falta… faziam-nos tanta falta colegas como ele”. Assenti com a cabeça.
Agora digo: Hajam mais Moisés!

terça-feira, 15 de julho de 2008

O salário dos Técnicos de Saúde Ambiental em Portugal

Hoje, começando a responder ao Leo Andrade (ver shoutbox), que diz ser estudante de Saúde Ambiental na Irlanda do Norte, dou-vos a conhecer aquela que é a tabela de remunerações (em euros) para os Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica – onde se incluem os Técnicos de Saúde Ambiental –, para o ano de 2008, de acordo com a Portaria n.º 30-A/2008, de 10 de Janeiro, que procedeu à revisão anual das remunerações dos funcionários e agentes da administração central, local e regional e pensões de aposentação e de sobrevivência a cargo da Caixa Geral de Aposentações (CGA).

Esta é, decerto, uma realidade que não lhe agradará menos do que àqueles que com ela convivem.

Esta segunda tabela corresponde aos índices, escalões e respectivo vencimento dos Técnicos Coordenadores e Técnicos Directores

Chamo-lhe a atenção para o facto desta tabela ser referente à remuneração base auferida pelos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica. No entanto, alguns Técnicos de Saúde Ambiental desempenham funções em organismos/instituições que, por não contemplarem esta carreira, integram os TSA (licenciados) na carreira de técnico superior, à qual correspondem uma tabela "ligeiramente" diferente e para melhor.

Entretanto pergunto eu ao Leo: E na Irlanda do Norte, como é?

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Confirmada a extinção de carreiras e categorias cujos trabalhadores transitam para as carreiras gerais

Foi Publicado hoje o Decreto-Lei n.º 121/2008, que, no âmbito do programa de reformas da Administração Pública, extingue carreiras e categorias cujos trabalhadores transitam para as carreiras gerais.
De acordo com o artigo 2.º deste diploma "transitam para a carreira geral de técnico superior, nos termos do n.º 1 do artigo 95.º da lei [Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro], os trabalhadores que se encontrem integrados nas carreiras, ou que sejam titulares das categorias, identificadas no mapa I anexo ao presente decreto -lei e que dele faz parte integrante" e onde se incluem os Técnicos de Higiene e Saúde Ambiental (carreira técnica de regime geral adjectivada) e os Técnicos Superiores de Saúde Ambiental (carreira técnica superior de regime geral adjectivada).

Considerando que os Técnicos de Saúde Ambiental, em exercício nos serviços de saúde do Serviço Nacional de Saúde, integram um corpo especial, com carreira própria (Decreto-Lei n.º 564/99, de 21 de Dezembro), este diploma, tanto quanto julgo saber, não se lhes aplica.

Campanha anti-pseudotécnicos

A Campanha anti-pseudotécnicos, um movimento que se iniciou no Fórum das Tecnologias da Saúde Online, já chegou até nós, via correio electrónico.
A mensagem que anda a circular, e que transcrevo abaixo, aborda questões muito importantes. Mais importantes para umas áreas profissionais do que para outras, mas à qual a Saúde Ambiental não se pode alhear.

«Caro(a) Senhor(a)

Já, certamente, realizou pelo menos um exame complementar de diagnóstico (análises ao sangue, urina, fezes, electrocardiogramas, provas de esforço, acuidade visual, sessões de fisioterapia, electroencefalograma, potenciais evocados, registos poligráficos do sono, exames de imagiologia, etc). Estes exames são realizados por TÉCNICOS DE DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA de várias especialidades, nomeadamente: cardiopneumologistas, fisioterapeutas, radiologia, analises clínicas, ortóptica, neurofisiologia, entre outros. Estes são os profissionais que estão à sua espera nos Hospitais (ou, então, nas diversas clínicas e laboratórios), à sua disposição pelo país.

Pois é. Quando vai fazer algum destes exames, espera que, 'do lado de lá', alguém competente, profissional, o atenda com a certeza de saber fazer o que é melhor para si.

Anualmente, no ensino superior português, são formados os futuros profissionais da área que, mais tarde, o irão servir nos diversos estabelecimentos de saúde. Todos os anos, o estado português investe milhares de euros, na criação de profissionais da saúde altamente especializados, que são preparados para melhor o diagnosticar, melhor o tratar, com qualidade e segurança.

No entanto, a qualidade, a segurança de diagnóstico e o profissionalismo têm um preço.
Por causa disso, muitas unidades de saúde optam, ao contrário do superior interesse do utente, por contratar pessoal sem qualificações, sem preparação, e sem sentido de causa, para a realização dos diferentes exames de diagnóstico. Diariamente, no ramo da saúde em Portugal, são vários os casos onde a pessoa que se encontra do lado de lá, não é a mais indicada para fazer aquele exame que você necessita.
Como consequência, o utente fica numa situação de insegurança, de risco, e de falta de fiabilidade dos exames realizados. Este erro acarreta custos económicos e pessoais, que advêm de um diagnóstico mal realizado ou de um tratamento mal efectuado.

Saiba que quando for realizar um dos vários exames complementares de diagnóstico, tem o DIREITO DE EXIGIR que quem o atende é alguém COMPETENTE E HABILITADO PARA A TAREFA, alguém com CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL. Um profissional que foi preparado (e você tem essa confirmação), durante vários anos, nas escolas portuguesas, para o EXERCÍCIO PROFISSIONAL daquela função.
Como tal, você tem o DIREITO A EXIGIR A IDENTIFICAÇÃO DO PROFISSIONAL QUE VAI REALIZAR O SEU EXAME.

Como? Através da cédula profissional, único documento existente (um pequeno cartão, em tudo semelhante a um cartão de crédito ou - no caso das antigas - semelhante às antigas cartas de condução) que identifica e acredita o profissional à sua frente para realizar o seu exame. A entidade responsável pela emissão das diferentes cédulas é a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), um organismo nacional, pertencente ao Ministério da Saúde, que regula e acredita os profissionais da área para a realização de exames complementares de diagnóstico e terapêutica.
Por lei (Decreto-Lei nº 320/99, de 11 de Agosto), os únicos profissionais habilitados para a realização dos diferentes exames complementares de diagnóstico, são necessariamente portadores de uma cédula profissional e actualmente devem ser também detentores de um curso superior, com o qual se podem candidatar ao exercício de funções nas diferentes instituições de saúde, para melhor servirem o utente e a saúde em Portugal.

No entanto, fruto do desrespeito e total incumprimento das leis instituídas (Decreto-Lei nº 320/99, de 11 de Agosto bem como o Decreto-Lei 111/2004 de 12 de Maio de 2004), muitas clínicas e laboratórios privados, públicos e cooperativos continuam a apostar em mão-de-obra barata, contratando directamente mão-de-obra não qualificada, com 12º ano ou mesmo com outro curso qualquer, mas sem qualquer tipo de formação na área, habilitação ou conhecimentos de áreas do foro clínico.

Infelizmente, à custa dessa situação, muitos desses profissionais capacitados, acabam por trabalhar em empresas ou serviços cujos postos de trabalho apenas requerem o 12º ano. Ou ainda pior, ficam no desemprego por longos meses, frustrados e desiludidos.
E assim vai o país, desperdiçando recursos vitais na formação de profissionais que não são rentabilizados. Alguns acabam mesmo por ingressar em instituições no estrangeiro, que lhes oferecem as condições e as capacidades que muito frequentemente não conseguem, ou lhes negam, em Portugal.

Quem fica a ganhar com isto são várias entidades donas de várias unidades de saúde privadas ou cooperativas, pois 'metem ao bolso' o dinheiro do bom ou mau diagnóstico do utente, bem como rendimentos extra consequentes do pagamento a profissionais indiferenciados (a ganhar o ordenado mínimo).
Quem fica a perder com isto? O utente, com um mau diagnóstico; o país, pela constante sangria de profissionais capacitados e competentes para o estrangeiro, na procura daquilo que não encontram por cá; o contribuinte, que vê assim o dinheiro dos seus impostos serem desbaratados, acabando por pagar a formação de profissionais, dos quais outros países vão usufruir (sem custos associados à sua formação). E já agora, seja permitido dizer a verdade, novamente o utente que paga o preço de um serviço que supostamente deve ser realizado por um profissional com o perfil entendido como adequado e obrigatório, e que é atendido por alguém que, certamente, não deveria desenvolver essa actividade.

Os sindicatos há muito que sublinham contínuas queixas a este propósito, mas a Inspecção Geral das Actividades de Saúde (IGAS) continua a manifestar uma evidente surdez para o facto. Afinal de contas estamos, somente, a abordar questões relacionadas com saúde, logo com seres humanos..., como tal não é merecedora de atenção essa insignificante preocupação...!

Já quantos de vocês terão sido vítimas de maus diagnósticos por exames complementares estarem errados ou terem sido mal realizados? Com enorme certeza, muitos... muitos outros nunca chegarão a saber!

A negligência médica e a usurpação de funções ainda constituem crimes na lei portuguesa e não há nada mais precioso que a nossa saúde! Portanto não seja conivente com esta situação. Denuncie, sempre que possível e conscientemente, todas estas situações, pois as coisas só mudam quando existirem manifestações de ocorrências significativas. Obviamente justas, coerentes e plenamente justificadas.

A sua denúncia pode ser apresentada junto do IGAS (Inspecção Geral das Actividades de Saúde), ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) ou na policia local (PSP ou GNR).

Faça circular a mensagem para que no futuro todos possamos beneficiar duma saúde melhor, através de técnicos qualificados e com o devido reconhecimento Estatal.»

segunda-feira, 7 de julho de 2008

José Atalaia, um Técnico de Saúde Ambiental "perdido" para o teatro

Foi ao fazermos uma visita ao "Penúltima Lição", um blogue acerca da peça com o mesmo nome, em cena na Sala Estúdio do Teatro da Trindade, de 25 de Junho a 20 de Julho, em Lisboa, que ficámos a saber que o assistente de encenação, José Atalaia, é Técnico de Saúde Ambiental e Mestre em Saúde Pública.

Segundo a "Produção", José Atalaia «decidiu que era o Teatro o seu ambiente. Depois de algumas peças de teatro pela Máquina de Subtilezas e pela Teia de Aranha, José Atalaia frequentou o Curso de Teatro ministrado por Raúl Solnado e Joselita Alvarenga. Integrou o elenco d’"O Cerejal", de Tchékhov, com encenação de Mónica Calle e o episódio piloto de "Tou, Mafalda?" para as Produções Fictícias.
É fluente em línguas habsburgas.»

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Nota: fotografia recolhida no blogue Penúltima Lição.

Os Técnicos de Saúde Ambiental no Programa REVIVE

A Unidade de Saúde Pública do concelho de Vila Franca de Xira, colabora no Programa REVIVE (Rede de Vigilância de Vectores) da Direcção-Geral da Saúde (DGS) que tem como objectivo controlar as doenças transmitidas pelas carraças e pelos mosquitos.

O trabalho dos Técnicos de Saúde Ambiental (Conceição Giraldes, Luísa Salvado e José Carlos Tavares), no âmbito do REVIVE, implica, recorrendo a técnicas específicas, efectuar a recolha de mosquitos adultos e de larvas. Após a recolha dos espécimes, eles são entregues no Instituto Nacional de Saúde, Dr. Ricardo Jorge, em Lisboa, para serem objecto de identificação e de outros estudos, dando assim esta Unidade de Saúde Pública o contributo para a identificação dos exemplares existentes nesta área geográfica.
Estando desta forma a contribuir para o geoprocessamento de informação útil à tomada, pela DGS, de medidas e acções de vigilância e controle das doenças transmitidas aos seres humanos pelos insectos.

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Nota: texto elaborado pelos TSA Conceição Giraldes, Luísa Salvado e José Carlos Tavares. Fotografias de José Carlos Tavares.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Centros de Saúde: com Plano de Emergência

O post de hoje foi induzido, à semelhança de outros, pelo colega, Técnico de Saúde Ambiental, Duarte D’Oliveira, do Jornal de Saúde Ambiental e pela mensagem ali colocada a propósito dos Centros de Saúde: sem Plano de Emergência.
Segundo o colega, "(…) serão poucos os Centros de Saúde – Sede e/ou Extensões – que terão Plano de Emergência. E, ainda menos, as unidades de saúde onde se terão realizado simulacros para se avaliar a eficiência dos planos de emergência existentes."
Concordo!
No entanto, nós por cá, depois de termos elaborado, em 2001, o Plano de Emergência Interno (PEI) para uma das extensões do Centro de Saúde onde trabalhamos, temos vindo a promover, desde então e com a colaboração dos alunos estagiários do curso de Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, a elaboração dos PEI para cada uma das restantes unidades. Neste momento está tudo feito.
Aliado à necessidade de realização de simulacros, há outras actividades igualmente importantes e que não podem, obviamente, ser descuradas.
Refiro-me, por exemplo, à verificação periódica dos meios de primeira intervenção, que promovemos, intercalada com a manutenção efectuada por empresa especializada, como forma de garantir que, em caso de emergência, todos os equipamentos se encontram operacionais.

Esta é uma prática que desenvolvemos e que aconselhamos a todos os Técnicos de Saúde Ambiental, sendo eles, ou não, Técnicos Superiores de Segurança e Higiene no Trabalho, na medida em que esta competência técnica lhes está reconhecida no Decreto-Lei n.º 117/95 de 30 de Maio, no âmbito da Saúde Ocupacional (a participação em acções de vigilância e controlo do ambiente e segurança dos locais de trabalho).

Nas fotografias, Raquel Mendes e Vânia Gregório a inspecionarem um carretel de parede basculante e um vaso extintor, respectivamente. Estas actividades, este ano, foram igualmente desenvolvidas pelas alunas estagiárias Cátia Machacaz e Carla Nunes.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Concurso interno de acesso geral para um lugar de Técnico de Saúde Ambiental principal no Centro de Saúde do Nordeste (Açores)

Para os eventuais interessados que queiram ir trabalhar para São Miguel e que cumpram os respectivos requisitos, sugere-se a leitura do Aviso n.º 40/2008/A, que promove a abertura de concurso interno de acesso geral para um lugar de técnico de saúde ambiental principal para o Centro de Saúde do Nordeste (telefone: 296480090), na Ilha de São Miguel, na Região Autónoma dos Açores.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

A Saúde Ambiental esteve a um passo dos Jogos Olímpicos de Pequim

A Saúde Ambiental esteve a um passo dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 (Beijing) pelas mãos de Telma Santos, estudante de Saúde Ambiental na Escola Superior de Tecnologia de Saúde de Lisboa.
Telma Santos, já por sete vezes campeã nacional de singulares senhoras em badminton, tem representado Portugal em diversos Campeonatos da Europa e do Mundo, mas falhou o apuramento para Pequim.
Ficará para a próxima.

Em entrevista publicada por Fernando Gouveia n'O BADMINTONISTA - Boletim Informativo, à pergunta: "- A caminho de uma licenciatura em Saúde Ambiental como é a conciliação estudo/badminton?", Telma responde...

«É muito complicado quando se é atleta de alta competição e se está a lutar por algo muito importante. Pelo menos no meu caso que tive de empenhar por uma qualificação Olímpica foi impossível conciliar as duas coisas e tive mesmo de parar de estudar dois anos. Mas também depende das pessoas, umas conseguem e outras não. E depende também das condições que dão aos atletas, em muitos países são arranjadas soluções para que possam estudar e jogar. Alguns jogadores Top na Dinamarca são médicos, fisioterapeutas e nunca pararam de estudar mesmo viajando, pelo mundo fora.»

À futura colega, os parabéns e o desejo de muito sucesso desportivo e profissional.

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Nota: imagem recolhida no blogue MasterBad - Le BADMINTON en Belgique.

domingo, 8 de junho de 2008

O Saúde Ambiental... n'O Meu Espaço

«O "Bloteigas" foi linkado pela colega Carla Casimiro, n'O Meu Espaço, na lista dos "utilitários".

Conhecemo-nos há muitos anos e no entanto, há muitos anos que não nos vemos.
Partilhámos as salas de aula no Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC).
Colega, um beijo p'ra ti e o desejo de felicidades.»
Era assim que lhe havia feito referência no antigo "Bloteigas", sem que nunca a tivesse mencionado aqui, mesmo depois da colega ter adicionado a hiperligação para o Saúde Ambiental. Salud Ambiental. Environmental Health. Santé Environnementale., no espaço reservado à SAÚDE E AMBIENTE.

Neste momento, reitero-lhe o desejo de felicidades.
Em função do motivo da sua ausência, julgo que nesta altura já será mãe da Mariana. Se assim é, espero que tenha corrido tudo bem. Se assim será, espero que tenha uma hora pequenina.

sábado, 7 de junho de 2008

A Saúde Ambiental na "nova" travessia sobre o rio Tejo

Hoje proponho mostrar-vos uma fotografia que descobri no “fundo do baú”.
É uma das minhas relíquias de estágio, quando, no ano de 1996, passei pelo Serviço de Saúde Pública do Centro de Saúde de Sacavém, na qualidade de aluno de Saúde Ambiental da ainda Escola Técnica dos Serviços de Saúde de Lisboa, actual Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa. Já lá vão mais de 12 anos.
Também naquela altura a máquina fotográfica andava quase sempre comigo. Se agora é uma digital da Sony, em 1996 era uma reflex da Minolta. A Dynax 500 si.
Terei sido, em conjunto com o meu colega de estágio, Carlos Lourenço, actual Técnico de Saúde Ambiental (TSA) do Centro de Saúde de Algueirão-Mem Martins e a minha monitora de estágio, TSA Dulce Fernandes, um dos primeiros elementos alheios à obra da construção da Ponte Vasco da Gama, a subir a um dos tabuleiros da “nova” ponte sobre o rio Tejo.
Oportunamente espero relevar-vos mais algumas fotografias daquela actividade e daquele tempo.
Entretanto, a propósito da fotografia que aqui vos mostro, peço-vos que lhe prestem alguma atenção.
O que se vê ao fundo corresponde à margem norte do rio Tejo e compreende a parte norte do concelho de Lisboa – local onde naquela altura se desenrolavam as obras para a Expo’98 – e ainda, parte do concelho de Loures.
Reparem na interface terra-atmosfera. Notam alguma coisa “estranha”? O que será?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Concurso para provimento de cinco lugares de Técnico de Saúde Ambiental (1.ª Classe)

Foi publicado hoje no Diário da República Electrónico o Aviso n.º 17475/2008, que promove a abertura de concurso interno de acesso misto para provimento de cinco lugares de técnico de 1.ª classe da carreira Técnico de Diagnóstico e Terapêutica, área de Saúde Ambiental.
As vagas a concurso são para o distrito de Setúbal: Centro de Saúde de Alcácer do Sal (3 vagas) e Centro de Saúde da Amora (2 vagas).
Chamo a atenção para o facto de algumas desta vagas se destinaram a Técnicos de Saúde Ambiental pertencentes aos respectivos Centros de Saúde, sendo que para cada um dos locais, uma das vagas será para funcionários de outros serviços da Administração Pública.
Boa sorte para os candidatos.